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Towards Home

A casa-família que se vai construindo.

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Lisboa

05
Jan09

No dia em que volto a Lisboa, sinto sempre esta tristeza. Volto a ficar sozinha e a solidão a que associo esta cidade faz-me mal.

Eu sei que Lisboa tem muitas coisas boas. Mas a Lisboa que eu conheço e que me cumprimenta todos os dias é cheia de pessoas com olhos tristes ou revoltados com a vida. 

É uma cidade com muita gente que teve poucas oportunidades na vida e que, também por isso, pouco esperam da vida e se refugiam numa maneira de estar agressiva e sempre ao ataque.

É uma cidade com avenidas largas e bonitas, mas também com ruas sujas, escuras, cheias de prédios degradados. E, infelizmente, foi sempre em ruas dessas que eu acabei por morar.

É uma cidade de contrastes e, para mim, a parte má é bastante mais visível do que a parte boa.

É claro que isto é uma visão pessoal e acresce o facto de, para mim, Lisboa significar estar longe de minha casa, do meu espaço e de essa ser mais uma razão  para eu não me sentir bem aqui. Por isso, peço desculpa a todos os lisboetas e a todos os amantes da cidade. Mas a verdade é que eu dava tudo para cá voltar só de férias, ou em visitas de um dia ou dois. Assim sim, Lisboa seria bonita para mim...

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