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Towards Home

A casa-família que se vai construindo.

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A casa-família que se vai construindo.

A minha casa

05
Jul19

Na minha casa, somos, agora, nós, a Madalena, o Francisco, a Sula, o Tobias e a Lira. Somos 7! Estou mesmo em casa! 

Cresci, crescemos todos. Somos mais, mas mais serenos.

Vamos aprendendo a que o caminho é mesmo towards home.

Ao pai deles

19
Mar19

Dear love of mine,

 

Estas palavras deviam ser escritas à mão. Trariam o cheiro de há vinte anos, quando usávamos as cartas para ultrapassar a saudade.

Servem, neste Dia, para te dizer o que normalmente não queres ouvir, porque não gostas de falar. Nesta casa que nós vamos construindo, quem insiste em quebrar este silêncio tão nosso sou eu.

Queria que soubesses que eu te vejo. sempre. todos os dias. desde o início.

Vejo que estás cá, mesmo quando não estás. Vejo o que pensas, quando estás aí por nós.

Vi o que sentiste quando soubeste que íamos crescer, quando me viste crescer, quando me chegaste as almofadas que, à noite, me separavam de ti e nos uniam a eles.

Vi o teu olhar quando pegaste neles, pequeninos, encolhidos, acabados de sair de mim para nós. Vi o teu olhar quando tiveste de (n)os deixar dias depois de eles nascerem. Eu sei que custou. Sei que ainda custa.

Também vejo a magia que acontece entre ti e ela. Entre ti e ele.

Tenho a certeza de que foste a melhor escolha para mim e para eles. Eles também.

És mesmo o melhor pai para os meus filhos.

 

Obrigada!

Plano de fim de semana

06
Jul12

Trabalho de casa: ontem à tarde e hoje estive por cá e consegui arrumar a casa (o que já não acontecia há muuuuuuuuito tempo) - e com a miúda em casa. Ponto para mim!

Conto amanhã de manhã conseguir arrumar a garagem e passar a ferro à tarde .

 

Trabalho da escola: ontem de manhã, trouxe PRAs do Centro de Novas Oportunidades para corrigir. Ontem à noite e hoje já fiz metade do trabalho e conto entre o final da tarde de amanhã e a noite fazer o resto. 

 

Sendo assim:

 

Domingo livre para curtir o meu gajo bom e a minha gajita sem peso na consciência!

 

Vou conseguir, é claro que vou conseguir e vai saber TÃO bem! :)

Sobre o meu último mês

17
Mai12

  • 24 de abril -  sou avisada de que a colega que eu estou a substituir vai regressar no dia 10 de maio e que, portanto, eu só ficaria na escola até ao dia 14 de maio a passar a pasta;

  • do dia 15 de maio ao dia 5 de junho tinha que gozar férias obrigatoriamente e por isso não podia concorrer a mais nenhuma substituição;

  • em junho, as escolas não colocam ninguém. Por isso, desemprego, pelo menos, até setembro.

  • 14 de maio - entrego tudo na escola, deixo o trabalho em ordem e despeço-me. Chego a casa, vou dar uma volta com a Madalena ao parque e às 18h ligam-me da escola a informar que no dia seguinte, afinal, tinha que ir trabalhar e que ficava até ao final do ano. A DREN deu autorização para eu ficar, na medida em que a colega que eu estou a substituir não tem condições de dar aulas e vai voltar a ficar de atestado.

  • Fiquei felicíssima, claro!


Mas cá dentro fica sempre a eterna dúvida se a opção por ter deixado um lugar de quadro em Lisboa foi a melhor. Eu gosto de dar aulas. Gosto mesmo e é a única coisa que eu sei fazer e que faço mesmo bem, mas nada na minha vida me fez sofrer tanto e andar sempre tão ansiosa como a minha profissão.

30 meses

01
Mai12

A Madalena com 30 meses:

 

É muito pespineta. A palavra não existe no dicionário, mas nós usamo-la muito cá em casa para a definir. É a adulteração da palavra pispirreta - tagarela, travessa, irrequieta, espevitada, presumida. A Madalena é assim: não se cala; não para quieta; quando está com outros miúdos, sobretudo mais novos, tem a mania que sabe tudo e quer mandar. 

 

É pespineta, mas é também muito simpática. Mete conversa com toda a gente, conhecida ou desconhecida, e fala, fala, fala. Se estiver mais de 2 ou 3 minutos calada é porque está doente. Quer muita atenção e, se estivermos a falar de um assunto e não a incluirmos, ela pergunta: "Tás a falar de quê?". Se a interrompermos, diz: "Mas eu tava a falar..."

 

É uma menina de quem é fácil gostar por isso, porque fala com todos e é muito viva.

 

Tem bom coração - não gosta de ver ninguém triste. Fica muito preocupada e tenta logo resolver o assunto. Não descansa, enquanto não respondemos que sim à pergunta: "Já tás feliz?". O lidar com a tristeza é um problema. Ela não gosta e não consegue. Prefere mudar de assunto e esquecer. 

 

Também não lida muito bem com a frustração. Se não consegue fazer alguma coisa, faz birra e não tenta resolvê-la.

 

É muito orgulhosa. Custa-lhe sempre pedir desculpa e só o faz porque insistimos. Algo a ser ainda muito trabalhado.

 

Mas não lhe custa nada dizer obrigado.

 

Gosta, claro, e precisa muito de brincar. Fica em stress se percebe que não tem tempo de brincar.

As brincadeiras preferidas são puzzles, livros, embalar e passear bonecos. Cá em casa há "bebés" espalhados por todo o lado, cobertos com as mais variadas mantas. É um vício que tem desde que teve capacidade motora para o fazer: tapar bonecos (e não só) com panos (do pó, da loiça, fraldas, babetes... Enfim, o que estiver à mão). Também gosta muito de ir ao parque, de jogar à bola e de andar de triciclo, mas o ponto forte não são as atividades físicas. 

 

Se eu tivesse que dizer hoje o que ela vai ser, diria sem dúvida que terá uma profissão ligada aos animais. Adora animais e não tem medo, desde que sejam grandes. Enfrenta cães, gatos, porcos, vacas e já se dirigiu sem medo nenhum para todos os animais dos jardins zoológicos e parques biológicos que visitou. Mas, se lhe aparecer uma mosca, formiga, aranha ou outros desses seres perigosíssimos, foge a sete pés e faz um chinfrim.

 

Já é bastante independente, quando quer. Já consegue comer sozinha, ir à casa de banho sozinha (se a sanita for pequenina), despir-se quase totalmente (as camisolas nem sempre saem bem e anda a aprender a lidar com botões), lavar os dentes, as mãos e a cara. O problema é a preguiça. Apesar de conseguir fazer isto tudo, muitas vezes pede para a ajudarmos e nós ajudamos. Por vezes, também é mal mandada - só faz o que pedimos, se estivermos ali de sentinela a ver.

 

Faz birra com sono e com fome. Chora, esperneia e só acalma depois de dormir ou comer. 

Volta, então, a ser tagarela, mexerica e meiguinha.

 

É assim a minha Madalena com 30 meses.